A biotecnologia é a ciência que estuda a utilização de organismos vivos para fabricar ou modificar produtos. Normalmente, esses produtos são utilizados na medicina, em processos industriais e na agricultura.
No campo, a biotecnologia é responsável pela aceleração do crescimento de negócios, pois ajuda a aumentar a produtividade e auxilia as fazendas no atendimento às demandas da população.
É por isso que, se você é produtor rural, deve conhecer e entender a importância da biotecnologia. Continue lendo este artigo para saber quais são as suas principais áreas de aplicação e como ela influencia a produção rural!
Índice
A biotecnologia, de acordo com a definição da ONU, é a aplicação tecnológica que utiliza sistemas biológicos, organismos vivos e seus derivados para fabricar ou modificar produtos, ou processos para utilização específica.
Na prática, ela cria produtos para facilitar a vida das pessoas e aumentar a qualidade de vida.
Ao contrário do que muitos pensam, essa aplicação tecnológica não é uma ciência recente. Ela começou a ser praticada por volta de 6.000 a.C, com os processos de fermentação para a produção de bebidas alcoólicas.
Algum tempo depois, esses mesmos processos foram utilizados para fazer pães, queijos, entre outras coisas.
O termo biotecnologia, no entanto, foi usado pela primeira vez somente em 1919, pelo engenheiro Karl Ereky. Os principais avanços na área aconteceram em 1928, com a descoberta da penicilina, e na época da Segunda Guerra Mundial.
Depois disso, as pesquisas dessa aplicação aumentaram significativamente e começaram a surgir novos campos de estudos, como a engenharia genética – que culminou no nascimento do primeiro animal clonado, a ovelha Dolly.
O conhecimento a partir dessa aplicação tecnológica trouxe grandes avanços para a humanidade e deve continuar trazendo nos próximos anos. É por causa desses estudos que hoje sabemos como prevenir doenças, diagnosticá-las precocemente e tratá-las.
A biotecnologia também é importante para a produção industrial, ajudando a reduzir custos e simplificar processos.
No campo, foi essa aplicação tecnológica que tornou possível a modificação genética para a criação de plantas e insumos com características desejáveis, o que aumenta o rendimento agrícola e acelera o crescimento do setor.
O termo biotecnologia moderna é usado para o uso dessas tecnologias nos dias atuais e está relacionado à manipulação de material genético e fusão de células.
Apesar do nome, a biotecnologia moderna já existe há algumas décadas – o seu pontapé inicial foi a descoberta da estrutura do DNA, em 1953. A partir disso, cientistas descobriram que os genes podem ser isolados, copiados e manipulados.
E o avanço da biotecnologia não parou por aí. Anos depois, em 1960, Werner Arber e sua equipe fizeram uma importante descoberta das enzimas de restrição, o que possibilitou a realização de cortes específicos no DNA, permitindo a manipulação genética.
Nos anos seguintes, a criação da tecnologia do DNA recombinante por Paul Berg, em 1972, proporcionou ainda a inserção de sequências genéticas específicas em organismos, o que é considerado uma grande revolução na engenharia genética.
Vale lembrar que a evolução da biotecnologia marcou o início de uma nova, já que essas descobertas permitiram o desenvolvimento de organismos geneticamente modificados e impulsionam as inovações em diferentes setores, como na saúde, na agricultura e na indústria.
O profissional formado em biotecnologia precisa desenvolver um perfil abrangente, visto que essa área trabalha diferentes aspectos, como biologia molecular, bioinformática, engenharia genética, química industrial e engenharia bioquímica.
Nesse sentido, esse profissional pode atuar em uma variedade de setores, que incluem
pesquisa e desenvolvimento, análise genética, diagnóstico laboratorial, além das indústrias farmacêutica, de alimentos, cosméticos e biotecnologia industrial.
No Brasil, os primeiros incentivos à biotecnologia ganharam força na década de 1980, com a implementação de programas voltados para o fomento da área, como a criação do Fundo Setorial de Biotecnologia, uma iniciativa que capacita profissionais, além de atuar no fortalecimento da infraestrutura científica e da inovação.
Além disso, esse fundo também atua na ampliação do conhecimento técnico e no monitoramento do avanço das pesquisas no país.
A biotecnologia como área estratégica só foi reconhecida oficialmente em 2003 e, somente, em 2007, foi instituído o Decreto Nº 6.041, que estabelece uma Política de Desenvolvimento da Biotecnologia.
Existem dez tipos de biotecnologia, classificados por cores. Cada um busca desenvolver soluções para diferentes áreas:
A biotecnologia tem aplicações importantes em diversas áreas do conhecimento e da economia.
Na Medicina, ela é responsável pelo desenvolvimento de medicamentos e vacinas, produção de anticorpos para pacientes com sistema imunológico comprometido e pesquisas com células-tronco para fins terapêuticos.
Além disso, faz a manipulação de animais, como o porco, para a utilização de válvulas em transplantes e desenvolve terapias para o tratamento de doenças cujos tratamentos convencionais não são efetivos.
A biotecnologia também pode ser aplicada ao meio ambiente, sendo responsável pelo desenvolvimento da biorremediação, bioconversão de resíduos, produção de biocombustíveis e de plástico biodegradável.
A biotecnologia também tem muitas aplicações na agricultura:
Mesmo com tantos avanços, muitas aplicações da biotecnologia geram controvérsias, principalmente sobre as consequências para a saúde humana. A seguir, listamos os principais benefícios dessa tecnologia e as principais discussões em torno do tema!
Sem dúvida, essa aplicação tecnológica traz muitos benefícios para a saúde humana, pois desenvolve soluções para doenças que ainda não têm cura, desenvolve vacinas, medicamentos, insulina, entre outros.
Além disso, a biotecnologia foi a responsável pela biorremediação, que controla e elimina a contaminação no meio ambiente, e pela produção de materiais biodegradáveis que diminuem os impactos da ação humana na natureza.
Outro benefício é ampliação da produção de alimentos, com a motivação de diminuir ou até acabar com a fome no mundo.
Por outro lado, algumas de suas aplicações são muito questionadas, como a utilização de agrotóxicos e fertilizantes inorgânicos, a criação de sementes geneticamente modificadas e os alimentos transgênicos.
A biotecnologia também desperta alguns debates sobre ética, como acontece com a clonagem de seres vivos. Há muitos questionamentos sobre as consequências disso para o futuro da população e da sociedade.
Os avanços científicos obtidos no passado foram essenciais para o desenvolvimento de produtos biotecnológicos que hoje fazem parte da rotina de pessoas em todo mundo.
Nesse sentido, a biotecnologia industrial é uma importante aliada para a expansão da produção de forma sustentável.
O uso de resíduos agrícolas, como bagaço de cana, por exemplo, já é usado para a fabricação de combustíveis renováveis, o que diminui a dependência de recursos naturais não renováveis.
Na área da saúde, ela também revolucionou o diagnóstico e o tratamento de diversas doenças. Nos próximos anos, a biologia sintética promete ampliar o conhecimento sobre vírus e a criação de novas vacinas para criar terapias celulares inovadoras, com grande potencial para tratar doenças raras, determinados tipos de câncer e condições neurodegenerativas.
Na agricultura, a biotecnologia reserva muitos avanços, como o uso da nanotecnologia e da biologia sintética, que pode impulsionar uma nova revolução na agricultura, implementando soluções inovadoras para o cultivo e o manejo das plantações.
Sem dúvidas, a biotecnologia traz grandes benefícios para a humanidade, inclusive por meio de avanços voltados para a agricultura.
No entanto, é preciso refletir sobre as suas aplicações práticas no dia a dia da sociedade, para evitar que modificações genéticas prejudiquem a saúde, o meio ambiente ou a relação entre as pessoas.
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